O ouro de Nelson<br>e a vontade de Cardoso
Nelson Évora conquistou, dia 21, o primeiro lugar na competição olímpica do triplo salto, realizando 17,67 metros, a melhor marca do ano até ao momento.
Esta foi a única medalha de ouro obtida por atletas portugueses nos Jogos Olímpicos de Pequim que encerraram no domingo, feito que não se registava desde há 12 anos.
A primeira medalha de ouro olímpica foi trazida para Portugal por Carlos Lopes, (maratona, Los Angeles, 1984) exemplo continuado por Rosa Mota, que venceu a maratona de Seul em 1988, e por Fernanda Ribeiro, que chegou à frente nos 10 mil metros de Atlanta em 1996.
O antepenúltimo dia da Olímpiadas ficou ainda marcado por um novo recorde nacional na marcha, alcançado por António Pereira, da Juventude Operária do Monte Abraão, que cortou a meta num honroso 11.º lugar.
Já Augusto Cardoso, o outro português que alinhou na prova dos 50 km marcha, chegou num modesto 40.º lugar entre 47 homens que cumpriram o percurso. Não se sentindo nas melhores condições físicas, este atleta do FC Porto fez questão de alinhar e completar a prova, até porque o percurso até Pequim não foi fácil. «Eu trabalho oito horas por dia e depois treino. Pinto gruas e a minha empresa deixou-me treinar para estes jogos. Pagou-me dois meses de ordenado para eu ir fazer estágio e eu queria-lhes agradecer. Se eu estou aqui é graças a eles», afirmou Augusto Cardoso, no final do trajecto que, confessou, «foi muito duro».
Esta foi a única medalha de ouro obtida por atletas portugueses nos Jogos Olímpicos de Pequim que encerraram no domingo, feito que não se registava desde há 12 anos.
A primeira medalha de ouro olímpica foi trazida para Portugal por Carlos Lopes, (maratona, Los Angeles, 1984) exemplo continuado por Rosa Mota, que venceu a maratona de Seul em 1988, e por Fernanda Ribeiro, que chegou à frente nos 10 mil metros de Atlanta em 1996.
O antepenúltimo dia da Olímpiadas ficou ainda marcado por um novo recorde nacional na marcha, alcançado por António Pereira, da Juventude Operária do Monte Abraão, que cortou a meta num honroso 11.º lugar.
Já Augusto Cardoso, o outro português que alinhou na prova dos 50 km marcha, chegou num modesto 40.º lugar entre 47 homens que cumpriram o percurso. Não se sentindo nas melhores condições físicas, este atleta do FC Porto fez questão de alinhar e completar a prova, até porque o percurso até Pequim não foi fácil. «Eu trabalho oito horas por dia e depois treino. Pinto gruas e a minha empresa deixou-me treinar para estes jogos. Pagou-me dois meses de ordenado para eu ir fazer estágio e eu queria-lhes agradecer. Se eu estou aqui é graças a eles», afirmou Augusto Cardoso, no final do trajecto que, confessou, «foi muito duro».